sexta-feira, 12 de junho de 2009

Orfanato de Amsterdã

Foto 01

O Orfanato de Amsterdã foi projetado pelo arquiteto Aldo Van Eyck entre os anos 1958 e 1960. O edifício é constituído basicamente de placas de concreto e vidro, uma planta livre que possui somente um pavimento, com diversos módulos retangulares a compor o seu interior (ver foto 02), o que remete a sua cobertura, feita de modulos ceramicos quadrados.

Foto 02

Em suas próprias palavras, Aldo Van Eyck descreve o seu projeto como uma configuração de espaços intermediários claramente definidos, tanto pela sua configuração interna, como a sua concepção externa, um ligamento claro entre exterior e interior porém, ao contrário do que se possa se concluir ao ser dito isto, a intenção do arquiteto não foi criar um espaço linear, onde cada lugar possui uma ligação direta com o resto do ambiente, ao contrário, essa linealidade sequer existe, o ligamento direto, vulgo da arquitetura moderna, possui um tendência de não existir neste projeto, pois ele possui uma serie de diferentes articulações entre os espaços, por exemplo: o transeunte não faz o simples percurso A-B, ele tem que interagir com o espaço, se ele está num espaço coberto, mas pretende chegar num outro local, ele tem que entrar e sair da edificação, sair dos corredores fechados e passar por um pátio descoberto (ver foto 03), para enfim chegar no seu destino.

Foto 03

Essa distinção é o que faz toda a diferença do projeto, apesar da ligação externa interna aparentar ser bastante direta, a diagramação da planta mostra o contrário, até mesmo a sua cobertura proporciona uma percepção diferente quando se está no interior do edifício, para exemplificar isto, basta olhar as fotos abaixo em comparação com a foto 01:

Foto 04

Foto 05

Numa primeira análise pode-se pensar que a cobertura do edifício é "sólida" como outra qualquer, mas a partir do momento em que são feitas aberturas zenitais nesta cobertura, a relação interior-exterior toma uma outra forma, e apartir disso são criadas formas de iluminações diferentes do que se pensava, somente no interior do edifício é que se pode perceber que a cobertura não é inteiramente "sólida", diferentes anbientaçoes sao criadas deste jeito, diferentes percepções, e o que exteriormente aparentava uma forma continua, direta, no seu interior é mostrado justamente o contrário, uma planta articulada com diferentes germinaçoes espaciais, espaços com um mesmo modelo retângular, mas de diferentes proporções, a relação exterior-interior não poderia ser mais constrastante.

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